quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Entrevista: Dercy Gonçalves

Dercy em foto recente com Tim Maia


Essa foi a primeira entrevista psicografada da minha carreira. Tentei fazer em dupla com o Ulisses Guimarães, mas me informaram que ainda está vivo, em forma de plâncton.


Olá, tudo bem com a senhora?
Tudo bem é o c...*, a p...* do dia tá uma m...*!

Algum problema?
Não, quando tá tudo bem eu digo que tá uma m...*. Vai ser burro assim na casa do c...*!

A senhora está sempre irritada assim?
Não, só quando a p...* da minha b...* está coçando! E “senhora” é a pqp! Não sou casada, então eu sou uma senhorita!

Alguma vez na vida a senhora, digo, senhorita, disse uma frase completa sem palavrão?
Claro que sim, p*...! Você está me chamando de mal educada?

Olha... A senhora acabou de dizer uma frase inteira sem palavrão!
Senhora é a pqp, p*...!

Desculpe... O que a senhorita costuma fazer nas horas vagas?
Horas vagas? Pqp, eu tenho 100 anos! Eu só tenho horas vagas!

Ok, e o que faz com elas?
Jogo bola, pulo amarelinha, corro pelada na rua... Tô com 100 anos, p...*! Como, durmo, tomo banho, peido, como de novo. Essas coisas!

Há alguns anos, a senhorita pôs os seios para fora durante um desfile de escolas de samba. Por que fez isso?
Pra esconder meus peitos! P...*, botei pra que vissem. Quer ver também?

Não, obrigado! O que acha do nível atual da programação da TV brasileira?
Uma m...*!

E o mundo artístico em geral?
Tá uma m...*!

E a política brasileira? O que acha do presidente Lula?
É um m...*!

A senhorita poderia ser menos monossilábica?
Vá à m...*!

P...*, nunca vi alguém falar tanta m...*!
Você precisa conhecer melhor a juventude de hoje, meu filho...


Ricardo Linhares é jornalista, acha Dercy Gonçalves um pé no saco, mas acaba ouvindo o que ela fala quando aparece na TV. Melhor que ver BBB, Luciana Gimenez, Gugu, Faustão...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Frases que mudaram minha vida (2)

“Vocês são burros. O melhor é ir por São Cistróvão!”
(Ronaldo, amigo de infância, explicando como chegar a São Januário)

“Esse Carlos Alberto (Santos) sempre chuta com a cisterna do pé”
(Um torcedor do Botafogo, durante jogo em Caio Martins)

“Por que de avião? Tem uma ali na praça (Saenz Peña)”
(Marcelo, colega de infância, sem entender por que um amigo tivera tanto trabalho para ir a Copenhague se havia uma loja tão pertinho)

“Que susto! Quase tive uma síndrome!”
(Paulinha, amiga querida... Já nasceu com síndrome...)

Gasto desnecessário de passagem

sábado, 12 de janeiro de 2008

Entrevista: Humberto




Ele parecia tão feliz e bem-educado...



Tentei o Cebolinha, a Mônica, o Cascão, a Magali, o Franjinha... ...o Bidu, a Pedra... Quando fui falar com o Humberto, ele hesitou. Aproveitei a oportunidade e comecei logo a entrevista:

1) Olá Humberto... Quer beber alguma coisa?
Hum-hum.

2) Rum não posso dar, você ainda é uma criança. Quer um refrigerante?
Huuum... (um refrigerante para Humberto)

3) Você aparece pouco nas histórias do Cebolinha. Sabe dizer por quê?
(balança a cabeça negativamente)

4) E isso não te incomoda?
(balança a cabeça afirmativamente)

5) E o que já fez para mudar essa situação?
Humm...

6) Está pensando ou vai enumerar as tentativas?
Humm...

7) Qual foi a tentativa número um?
Hum-hum (balança a cabeça negativamente)

8) Por que não vai dizer? Tem medo do Maurício?
Hum-hum (balança a cabeça negativamente, demonstrando irritação)

9) Medo da Mônica?
Hum-hum (balança a cabeça negativamente, demonstrando ainda mais irritação)

10) Tá bom, não quer falar sobre isso, mudemos de assunto. Não precisa ficar nervoso! Quer outro refrigerante?
Hum-Hum!

11) Já te disse que não posso dar rum! Menino insistente! Quer ou não quer um refrigerante?
Hummmm...

12) É claro que um, ninguém toma dois refrigerantes de uma só vez! Você precisa ter mais educação!
Hummmmmmm (vermelho)! Hum-hum, hum-hum, hum-hum, hum-hum!

Olha só, vá até a geladeira e tome quantos refrigerantes quiser! Por hoje chega, a entrevista não rendeu!


Ricardo Linhares é pai de Ana Carolina (9 anos) e Gustavo (4 anos) e, graças às duas irmãs mais velhas, pôde ler os primeiros gibis do Cebolinha, inclusive o número 1. É fã de toda a Turma da Mônica.

Leia também: Entrevista com a Cinderela

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Eu até veria o BBB se...




...fosse essa a lista de participantes:

Zagallo: “Já começo com sorte, pois faltam 13 serem eliminados para eu ganhar o dinheiro”. É quase certo que seria espancado durante o programa. Fora a possibilidade de morrer ao vivo e a cores

O maluco que apresenta o Sabá Show: drogado de nascença, ia levar todo mundo à loucura na casa. Também ia ser espancado

Lopes, goleiro do Botafogo, para eu ter a certeza de que não entraria em campo enquanto estivesse na casa

Edmundo, o Animal: ia dar bons conselhos até surtar... Aí, sai de baixo!

Sergio Mallandro: quase certo de que seria assassinado. Seria ótimo ver alguém mantendo sua cabeça debaixo d’água na piscina. E ele fazendo o último glu-glu (no caso, glub, glub!)

João Gordo: sim, quero ver sangue na casa!

Um vizinho meu, que não posso identificar: seria ótimo a casa dele ficar com uma só pessoa por uns tempos...

E, claro, umas mulheres gostosas...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Meus amigos...




Sim, para começar, uma homenagem ao grande João Saldanha. Afinal, sou jornalista, botafoguense e temperamental! Esse começo é para falar um pouco da minha carreira. Uma das melhores coisas de ser jornalista é conhecer muita gente interessante, até um neto bastardo do meu bisavô. Jogadores de futebol foram centenas, de Ronaldinho Gaúcho a Bandoch, de Mauro Galvão a Silas Cangaceiro. Técnicos gentis, como Vanderlei Luxemburgo, dirigentes honestos (foram tantos!)... Também artistas, políticos (igualmente honestos), empresários, enfim, todo tipo de gente. As melhores entrevistas que fiz (há céticos que duvidam!) reproduzirei aqui.

Foi um parto conseguir uma exclusiva! Em março de 2004, fui à Disney com minha maravilhosa filha Carol e lá conheci a Cinderela. Achei um tanto zonza, não foi à toa que perdeu o sapatinho. Entre um Frontal e outro, a Hebe Camargo americana - gracinhaaaaaaa de pessoa! - contou sua verdadeira história.

1) Para início de conversa, uma pergunta para matar a curiosidade de muita gente: que número você calça?
33.

2) E mais nenhuma mulher na cidade em que você mora calçava 33?
Não, apenas eu. É uma cidade pequena...

3) Entendo... Você passou a ter problemas em casa após a morte do seu pai. Como reagiu quando a Madrasta e suas irmãs de consideração começaram a explorá-la?
Foi muito difícil no começo, mas nunca perdi a esperança. Encontrei amigos pela casa e assim tinha meus momentos de felicidade.

4) Quem são esses amigos?
Os ratinhos, principalmente Jacques e Tatá, Bruno, o cachorro, e passarinhos azuis.

5) Você era tratada como uma princesa por seu pai. Precisou tomar remédios para suportar o fato de passar a ser, de um dia para o outro, maltratada em casa?
(surpresa com a pergunta): Nunca alguém havia me perguntado isso... Sim, tomei alguns.

6) Que tipo de remédios?
(desconfortável) Não sei dizer exatamente. A Madrasta não me dava dinheiro para comprá-los, então eu tomava o que tinha a mão e me fazia sentir bem.

7) Essa automedicação causou algum efeito colateral?
Não, nunca!


Cinderela (dir.) dança com seu príncipe, que pouco
comparece. Ao lado, a ariana amiga Branca de Neve



8) Entre os animais que viviam na casa, apenas os ratos falavam, e falavam apenas com você. Você já se perguntou sobre isso?
Acho que é da natureza dos ratos, apenas isso.

9) Sei... Psicólogo, nem pensar, certo?
A Madrasta nunca permitiria!

10) Foram os ratinhos que tomaram a iniciativa de fazer um vestido para você ir ao baile real?
Sim, eles são uns amores... Mas os passarinhos azuis ajudaram!

11) Você viu o vestido logo após ter passado horas arrumando a casa. A carruagem que levaria suas irmãs ao baile já havia chegado. Deu tempo de tomar um banho antes de vesti-lo?
(visivelmente desconcertada): Que pergunta embaraçosa! Humm... Claro que deu!

12) Você não é boa para mentir, né?
(ruborizada): Não, não sou...

13) Suas irmãs logo rasgaram o vestido que os ratinhos fizeram. O que você fez neste momento?
Não me lembro bem... Fui para o meu quarto, chorei muito. Depois fui para o terraço.

14) Chegou a tomar seus remédios para se acalmar?
(pensativa): Não me lembro.

15) Chegando ao terraço, você se deparou com a fada-madrinha...
(Cinderela interrompe): Foi maravilhoso! Ela foi a resposta para os meus sonhos!

16) Transformou ratinhos em cavalos, abóbora em carruagem...
(emocionada): Sim, sim, eu vi tudo isso!

Carol, maravilhada, vê o show no castelo
da Cinderela. Depois, a exclusiva



17) A que horas você chegou ao baile?
Também não me lembro bem. Eu e o príncipe logo nos vimos, mas não sabia que ele era o príncipe!

18) Havia uma fila de mulheres, e cada uma fazia reverência antes de falar com ele. Não passou pela sua cabeça que era o príncipe?
Eu não estava raciocinando direito... Acho que estava maravilhada com a beleza do castelo!

19) Vocês então dançaram, conversaram e aí o relógio bateu a meia-noite...
(aflita, suando nas mãos): Sim, parecia que estava saindo de um sonho. As badaladas me assustaram!

20) Algo como se você tivesse saindo do torpor de um remédio forte?
Sim, exatamente isso!!! (Santa inocência, Batman!)

21) Como foi voltar a ser a Gata Borralheira após algumas horas como princesa?
Não posso reclamar, minha fada-madrinha fez mais do que eu poderia esperar!

22) Depois, o sapatinho encontrado e... Viveram felizes para sempre?
Bom, ele viaja muito. Brinco que ele vê mais a secretária dele do que a mim (risos). Tem também o futebol, o pôquer às quintas... O importante mesmo é que nos amamos!

23) Ainda bem que você levou os ratinhos para o castelo, para lhe fazer companhia. Já parou de tomar remédios?
Não quero voltar a falar sobre isso...


Ricardo Linhares é pai de Ana Carolina (9 anos) e Gustavo (4 anos), já viu Cinderela, no mínimo, 20 vezes, assim como centenas de outros filmes infantis.

Frases inesquecíveis




Lanço aqui a série "frases que ouvi e nunca me esqueci". Mudaram a minha vida...

"Mais vale minha mulher na mão que duas galinhas voando"
(Donizete Pantera, então no Vasco, em entrevista a mim, publicada no Lance!)

"Se planta nascesse em árvore, passarinho não tinha onde morar"
(Sisley, designer que trabalhou comigo. Muito gente boa e frasista de boca cheia)

"Até Jesus foi crucificado quando morreu na cruz"
(Uma amiga consolando a outra, que vinha sofrendo críticas por algo que tinha feito)

"Pô, você nunca foi a um show do Pixinguinha?"
(Amigo de um amigo, num bar, indignado com a minha insensibilidade musical. Pixinguinha morreu em 1973, quando eu tinha 2 anos de idade)

Foi mal, Pixinguinha!